FORMANDO LÍDERES HÁ MAIS DE 30 ANOSSão Caetano do Sul · SP   |   Área do aluno
Seminário Teológico Batista Independente de São Paulo
Artigos do STBISP

Cuidando de Pastores

Texto preservado do acervo publicado no site atual.

Imagem do artigo
Acervo STBISP

Cuidando de Pastores

Shalom Adonai. Porquanto, afirma a Escritura: “Não amordaces a boca do boi quando estiver debulhando o cereal”, e ainda, “digno é o trabalhador do seu salário” (1Tm 5.18 KJA).

Meu objetivo com este artigo é despertar as igrejas quanto ao cuidado e responsabilidade com seus pastores, aqueles que velam por suas vidas (Hb 13.7). É importante evidenciar que o pastor não recebe salário, mas sim prebenda ministerial; o salário possui natureza trabalhista, enquanto a prebenda guarda relação com o sustento eclesiástico.

Vivemos em tempos difíceis, pois ser pastor, para muitos, não é mais vocação e sim profissão, apenas uma forma de ganhar dinheiro. Lamentavelmente, sou obrigado a concordar que alguns dos chamados “ministros de Deus”, em virtude da fama e do poder que o ministério lhes pode conceder, negociaram a fé, trocando suas almas, sonhos e dignidade por trinta moedas de prata. Jesus denuncia, como fizeram antes dele os profetas, os falsos pastores, afirmando serem eles ladrões, bandidos e assaltantes. Em contrapartida, o Pastor é aquele que dá a vida pelas ovelhas (João 10). Os que servem ao Evangelho têm o direito de receber o seu sustento pelo trabalho que fazem. Entendo que o pastor que se dedica ao Evangelho, pastoreando a igreja, deve ter as suas necessidades satisfeitas por ela, ou seja, a igreja deve providenciar o seu sustento. A igreja deve cuidar dele, inclusive financeiramente. Dessa forma ele ficará tranquilo para desempenhar seu ministério. Se sentirá assistido.

É evidente que existem igrejas muito pequenas que não têm condições de sustentar integralmente o seu pastor. Nesse caso, a igreja e o pastor devem achar uma melhor solução para o caso. Paulo mostra a importância de a igreja honrar o servo que a serve com sustento digno. Quando a igreja honra o seu pastor com um honorário financeiro que abençoa a sua vida e a de sua família e satisfaz suas necessidades, cumpre o dever bíblico de honrar os servos enviados por Deus. Como presidente da CIBIESP, faço coro às palavras do pastor Isaac Gomes de Oliveira (presidente da UMBIESP) e do pastor Paulo Giovani (presidente da UMBI), e solicito às igrejas pertencentes à CIBI em São Paulo que cuidem de seus pastores e família. Segundo o líder nacional do Ministério de Apoio para Pastores e Igrejas (MAPI), Gedimar de Araújo, pastor é “gente como a gente”. Ora, assim como os membros de sua igreja, o pastor precisa pagar suas dívidas, saldar seus impostos, vestir seus filhos, pagar escola, comprar material escolar e tantas outras coisas.

Diante do exposto, deixo algumas recomendações às igrejas, observadas as condições financeiras de cada uma. Embora não regido pela CLT, tem sido consenso a igreja conceder ao pastor direitos como férias acrescidas de um terço, gratificação natalina, fundo pastoral e outros. Tem sido prática cada vez maior entre as igrejas assumir o pagamento do INSS, plano de saúde, fundo pastoral, aluguel residencial e outros benefícios para seus pastores. É evidente que nem todas as igrejas podem arcar com todos os benefícios aqui mencionados, mas a nossa sugestão é que pelo menos o INSS e o fundo pastoral sejam pagos pela igreja. O pastor dependerá de uma aposentadoria no futuro, e o fundo pastoral equivale a uma “indenização” quando ele deixar o pastorado local.

A igreja que tem cuidado com seu pastor receberá, com certeza, o galardão do Senhor!

Sérgio Francisco da Silva (Presidente)

← Voltar às notícias